RELIGIÃO

Retiro Missionário é encerrado em Guaxupé

GUAXUPÉ (MG) - No início do terceiro e último dia (31) do 1º Retiro Missionário, os missionários participaram da celebração eucarística, presidida pelo bispo diocesano, dom José Lanza Neto, e concelebrada por 24 padres, entre eles o formador do retiro, padre Luís Mosconi, e o coordenador diocesano pastoral, padre Henrique Neveston.
Em sua homília, dom Lanza, ao saudar o padre Mosconi, o elogiou como “farol que abre caminhos”, aos leigos dirigiu as seguintes palavras: “Nós somos motivadores para que possa crescer ainda mais, nesta empreitada ninguém pode ficar para trás, nem as crianças, nem os adolescentes, nem as famílias, nem os idosos, ninguém”. O bispo, ainda, incentivou a unidade eclesial, que integre leigos, padres e bispo, pessoas necessárias para a implantação do Reino de Deus, superando as “pedras de tropeço”, presentes em cada um.
Destacando os textos litúrgicos deste domingo, dom Lanza exortou os fiéis a compreenderem que “o profeta sente na sua vida [o chamado de Deus], por isso se deixa seduzir por Ele, por sua palavra e pelo seu projeto”. Citou ainda uma frase da beata Tereza de Calcutá, “amar até doer”, como modelo a ser seguido pelos missionários, que devem ter “consciência que suas vidas estão nas mãos do Senhor”.
Durante a apresentação das oferendas, padre Mosconi convidou os missionários a ofertarem suas vidas e seus dons, simbolizados pelos termos de compromisso, para se dedicarem à missão nesta diocese. Ao final da celebração eucarística, houve um momento mariano, confiando à Nossa Senhora as atividades das Santas Missões Populares
Os objetivos selecionados nos trabalhos em grupo, no dia anterior, serão as metas para todo o processo das SMP, além deste caráter prático, os itens escolhidos se transformarão em oração, com o intuito de não serem esquecidos pelos missionários. Além das metas propostas pelo livro “Santas Missões Populares”, do padre Mosconi, os participantes indicaram algumas áreas de atuação, como a inserção cristã na política, a causa ecológica, valorização de todas as faixas etárias, dos grupos de reflexão e das comunidades eclesiais de base (CEB’s).
Em seguida, o assessor indicou os próximos passos que serão realizados nas paróquias, a partir deste primeiro retiro. Além do estudo dos livros, os missionários deverão intensificar as visitas, os contatos pessoais, incentivar a participação nos momentos de espiritualidade e formação missionária, incluindo o estudo do evangelho e o envolvimento comunitário. Mas para isto, é essencial priorizar o processo das SMP, padre Mosconi recomenda que as pastorais e movimentos revejam seu planejamento, reduzindo as atividades, para sincronizarem com o calendário missionário.
No início da tarde, após um breve momento de animação, o formador cobrou responsabilidade dos participantes nas próximas etapas realizadas em nível paroquial, inclusive os retiros que se realizarão nas 84 paróquias. Ao convidar o setor Passos para representar os outros 14 setores missionários, padre Mosconi considerou a cooperação mútua entre as comunidades. Logo após, os religiosos foram convidados a emitirem seu compromisso com o processo missionário, “podem contar conosco”, confirmou uma religiosa.
Concluindo as atividades do retiro, padre Mosconi reforçou a tarefa de se desenvolver uma espiritualidade que contemple a concretude da vida cotidiana, analisando a realidade de forma crítica e conservando os valores cristãos, como a sinceridade, a partilha e o perdão. Num trabalho realizado em pequenos grupos, os participantes tiveram a oportunidade de discutirem sobre esta temática, utilizando o livro “Santas Missões Populares”, de autoria do assessor.
Encerradas as atividades no Ginásio Poliesportivo Municipal, uma multidão invadiu as ruas da cidade, levando suas bandeiras e cantando músicas missionárias. Ao longo do percurso, alguns moradores saíram às janelas para admirar os missionários, precedidos pela Cruz. Na praça da Catedral Diocesana, os participantes se preparam para receber o envio do bispo diocesano, que agradeceu a todos aqueles que se engajaram na organização das SMP. Durante o envio, dom Lanza ressaltou o verdadeiro sentido da missão que acontece no testemunho de Cristo no mundo, “vocês foram escolhidos do meio do povo para levar a Boa Nova às nossas comunidades, portanto ide às comunidades”.
Igreja Santa, Missionária e Popular”, esta é a esperança, plantada neste Retiro missionário, numa das missionárias enviadas pela Paróquia Santa Cruz, de Santa Cruz da Prata, Helena Ferreira. Este é o momento de “acordar, descruzar os braços, sair do comodismo e fazer a nossa parte”, revelou a participante ansiosa em aplicar os ensinamentos adquiridos neste fim de semana. Para o religioso dos Irmãos do Sagrado Coração, em Paraguaçu, irmão Ricardo Calori, “este retiro foi um grande impulso para implantarmos uma Igreja viva, Igreja que vai até o povo, onde ele está e o traz para um encontro que todos celebram juntos”.
A aposta da Diocese de Guaxupé nas Santas Missões Populares (SMP) parece ter causado impressões positivas entre os missionários que estiveram em Guaxupé, nos dias 29 a 31 de agosto. Opinião perceptível na fala do jovem Raphael Sotto, da paróquia São José e Nossa Senhora das Dores em Alfenas, “percebemos a ocupação e dedicação da Diocese ao investir e acreditar nas paróquias e comunidades, impulsionando-as à realização das SMP”.
Aspecto decisivo para a concretização do evento foi a acolhida das famílias de Guaxupé, que abriram suas casas para receber os missionários. Quem considera este fator é Márcio Paulino de Souza, da Paróquia Sagrada Família e Santos Reis, de Guaxupé. “A cidade está de parabéns, no local do encontro e nas residências era visível a alegria de acolher e ser acolhido”. A espiritualidade do encontro também foi avaliada positivamente, “foi espetacular, muito nos tocou quanto às celebrações, inclusive a equipe de canto”, revela Márcio.
Em relação ao formador, padre Luís Mosconi, os entrevistados demonstraram muita satisfação em acolher as formações bíblicas e a estrutura das SMP, mas principalmente sua experiência de vida e sua espiritualidade. “Foi muito dinâmico, conseguiu passar a mensagem, domina o conteúdo, acredito que todos nós iremos levar muito aprendizado”, destacou Silvia Marçal, da paróquia São Judas Tadeu, em São Sebastião do Paraíso. Esta também foi a opinião de Euripa de Fátima Gonçalves, de Cássia, “me impressionou sua vitalidade, seu espírito jovem, uma fala compreensível por todos, todo mundo saindo com a certeza que vai dar certo”.
Mas as falas do formador não se distanciaram dos desafios da evangelização, que marcam a realidade eclesial, para isso é necessário que se aprofunde na formação missionária e espiritual, aspecto levantado por Leandro Luiz de Souza, de Cabo Verde, “espero que nós missionários possamos encarar com seriedade a missão”. Responsabilidade capaz de modificar os diversos contextos que formam a diocese, com mais de um milhão de habitantes, “no meio da sociedade, imaginemos o bem que toda essa gente, animada pelo Espírito Santo é capaz de fazer”, se animou padre Alexandre José Gonçalves, pároco da Paróquia São José, em Machado. Na volta às comunidades, os participantes levam uma profunda experiência realizada nestes dias na sede episcopal, “levo para minha paróquia a confirmação, a certeza que a hora da missão chegou! É hora de trabalhar e evangelizar”, revelou a animada participante de Nova Resende, Rafaela Beneton de Oliveira Pereira.
Compromisso e responsabilidade
Na tarde de sábado (30), após um momento de profunda reflexão e espiritualidade, padre Luís Mosconi continuou as atividades do Retiro Missionário, motivando os participantes a refletirem: “Por que missões populares na Diocese de Guaxupé?” Encerrada a partilha e a animação, o formador se dedicou à apresentação das Santas Missões Populares (SMP), utilizando dinâmicas com o intuito de envolver os participantes.
A primeira experiência das SMP ocorreu no Pará, em 1991, motivada por um grupo de agentes de pastorais e lideranças das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s) com a intenção de promover um novo caminho de evangelização que aproximasse os cristãos afastados das comunidades. De acordo com informações do padre Luís, mais de 400 mil pessoas percorreram o itinerário missionário proposto pelas SMP, que se tornou um movimento missionário a serviço da Igreja.  As ações missionárias integram três dimensões complementares, pessoal, eclesial e social. O assessor solicitou aos missionários que se dividissem em grupos para elegerem os objetivos primordiais da Diocese, situando-os nas dimensões propostas.
Na volta do intervalo, o grupo de animação contagiou os participantes ao relembrar a música tema do Bote Fé, em 2013, “No peito eu levo uma cruz”. Um dos grupos que mais se destacou pela empolgação e representatividade foi o grupo de jovens Anjos Guardiões, de Paraguaçu.
Dom Lanza comentou o seu envolvimento na Missão Continental, na qual é bispo referencial do regional Leste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Ao ser convidado pelos jovens e crianças da Adolescência e Infância Missionária, o bispo incentivou a criação e expansão nas paróquias, “nós temos que cuidar de nossas crianças”.
Vigília
Já a noite, padre Luís conduziu a assembleia a preparar-se interiormente para a Vigília Eucarística, indicado que “ao lermos o Evangelho, nós vemos Jesus em vigília de oração, nos momentos mais difíceis, ele se colocava a orar a noite toda”. Pelo uso de cantos litúrgicos, a assembleia silenciou-se para contemplar a ação de Deus em sua vida. Incluída na celebração, uma dramatização feita por jovens indicou o chamado vocacional feito a cada um dos participantes.
O padre destacou alguns trechos da exortação apostólica Evangelii Gaudium, com ênfase ao caráter missionário da Igreja de Jesus Cristo. Ao acolher o Santíssimo Sacramento, padre Luís recorda a todos: “Nunca devemos separar o Jesus da Eucaristia do Jesus do Evangelho para não cairmos num devocionismo”, provocando a assembleia a perceber a identificação entre as presenças reais de Cristo no sacramento e nos relatos evangélicos.
Diante de Jesus no sacramento eucarístico, em comunhão com a Igreja diocesana, os missionários foram convidados a se comprometer na missão e vida da Igreja, com a graça de Deus e consentimento da comunidade. “O missionário pode até cair, mas sempre sentirá dentro de si esta força que o faz levantar”. Após receber a benção eucarística, os missionários acenderam suas velas, representação de sua fé, se esforçando para mantê-las acesas, mesmo com as dificuldades da vida.
AC da diocese
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